Increíble, pero real: a Argentina está na final da Copa do Mundo de 2014!
Que jogo, o de quarta feira!
Depois daquele fiasco escandaloso protagonizado pela Seleção, acrescido das explicações ridículas do técnico e seus comandados, a gente não sabia muito bem onde enfiar a cara, mas como somos todos brasileiros e era a nossa seleção, em nosso País, restou tentar digerir o prato indigesto dos famigerados 7x1.
Haja sal de frutas!
A Alemanha só não fez mais gols porque ficou com pena daqueles pseudo jogadores, tenho certeza absoluta disso.
Mas aquelas carinhas alemãs de bons moços não me enganam, não.
Eles virão com tudo, com força total contra la Celeste y Blanca, o intuito é obter um resultado de arrasar quarteirão.
Entretanto, talvez não conheçam a Argentina e, principalmente, seu povo.
Eu conheço e encho a boca para dizer que amo, adoidado, a Argentina, que perto de mim ninguém fala mal dos hermanos, mas nem inventa uma bobagem dessas, vou pra cima na hora!
Meu sobrenome materno é Fernández.
Então, está tudo dito.
Talvez percamos, mas creio - quero crer, que não de 7x1 como o Brasil, que parecia um bando de chinas velhas correndo em campo.
Os jogadores argentinos demonstraram, no jogo contra a Holanda, que são homens com H.
São machos.
Lutam, dão o sangue em campo, basta ver que um saiu com o lábio cortado, outro, com uma tala no antebraço mas, em momento algum, deixaram de jogar.
De lutar para defender sua Seleção, a camisa, la Pátria, como eles dizem.
Que exemplo!
Já estou numa baita pressão, desde agora, esperando o jogo de domingo torcendo, ardentemente, para que a Argentina ganhe.
Se não ganhar, vai cair com honra.
Isso eles têm de sobra!
sexta-feira, 11 de julho de 2014
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Sádicos e Masoquistas
Têm pessoas que se comprazem em amolar a vida dos outros.
Amolar é um eufemismo.
São pessoas que sabem perfeitamente onde é que te aperta o sapato, em qual dos dedos está o calo para poder pisar melhor, e por aí vai.
Gostam, sentem prazer em provocar, causar sofrimento, irritar o outro.
Ficam esperando, ansiosamente, a chance de atacar.
São sádicos aqueles que se sentem muito bem, obrigado, quando sabem que causaram um desconforto em alguém, por ínfimo que seja.
Mas se o sádico existe, é porque tem um masoquista de plantão, pronto para sofrer.
O masoquista é aquele que também sente um prazer - totalmente absurdo, diga-se de passagem, em ser pisoteado como se fosse uma barata ou coisa que o valha. Sofre e se submete às taras do sádico.
O sádico faz o outro sofrer e pensa que abafa, acha que está coberto de razão.
O masoquista tenta, muitas vezes com sucesso, outras tantas não, livrar-se daquele jugo, e vai empurrando sua auto estima cada mais para o fundo.
É muito tênue a linha que separa o sádico do efetivamente mau, arrisco-me a dizer que sádico e mau são sinônimos, considerando que provocar sofrimento proposital em alguém não pode denotar boa índole.
E a saúde de que vem tudo isto?
É que o limite entre uma brincadeira aparentemente ingênua ou um comentário sarcástico, e o sadismo, também é tênue.
Entretanto, para quem não é masoquista e conhece o outro lado da moeda, tudo fica muito claro.
Em relação a sádicos, e considerando que não sou masoquista, tenho uma filosofia: tolerância zero!
Amolar é um eufemismo.
São pessoas que sabem perfeitamente onde é que te aperta o sapato, em qual dos dedos está o calo para poder pisar melhor, e por aí vai.
Gostam, sentem prazer em provocar, causar sofrimento, irritar o outro.
Ficam esperando, ansiosamente, a chance de atacar.
São sádicos aqueles que se sentem muito bem, obrigado, quando sabem que causaram um desconforto em alguém, por ínfimo que seja.
Mas se o sádico existe, é porque tem um masoquista de plantão, pronto para sofrer.
O masoquista é aquele que também sente um prazer - totalmente absurdo, diga-se de passagem, em ser pisoteado como se fosse uma barata ou coisa que o valha. Sofre e se submete às taras do sádico.
O sádico faz o outro sofrer e pensa que abafa, acha que está coberto de razão.
O masoquista tenta, muitas vezes com sucesso, outras tantas não, livrar-se daquele jugo, e vai empurrando sua auto estima cada mais para o fundo.
É muito tênue a linha que separa o sádico do efetivamente mau, arrisco-me a dizer que sádico e mau são sinônimos, considerando que provocar sofrimento proposital em alguém não pode denotar boa índole.
E a saúde de que vem tudo isto?
É que o limite entre uma brincadeira aparentemente ingênua ou um comentário sarcástico, e o sadismo, também é tênue.
Entretanto, para quem não é masoquista e conhece o outro lado da moeda, tudo fica muito claro.
Em relação a sádicos, e considerando que não sou masoquista, tenho uma filosofia: tolerância zero!
terça-feira, 8 de julho de 2014
Serviços Cartoriais
Alô, alô, você aí que precisa ir ao cartório do registro de imóveis ou ao tabelionato, prepare o seu coração, vou te dar esta dica preciosa, e é de graça: toma um calmante antes de ir, e outro depois que sair de lá.
Também aviso que remédio de china velha não serve, tem que ser aqueles faixa preta que ainda não comprei, portanto, meus Cereus Purpúreos de nada me valeu, nem ontem, nem hoje.
E na semana passada também não.
Precisei organizar uma documentação e, para tal, tive que ir, obrigatoriamente, nos dois cartórios, no registro civil e no de imóveis.
Nem preciso dizer, pois é o óbvio ululante, que até o suspiro que a gente dá, tem que pagar.
São os emolumentos.
Tá.
Fui ao cartório num dia em que me sentia muito bem, porque me conhecendo como me conheço, podes crer que, após tais diligências, o mau humor pega.
Por tal razão, me preparo psicologicamente com algum tempo de antecedência, amanhã preciso ir ao cartório...e já começo a sentir, de antemão, um certo incômodo.
Quando dou por mim, estou suando, a menopausa me adora, ela se instalou neste corpo e não quer sair daqui de jeito nenhum.
A gente entra no local, pega uma ficha e espera.
Enquanto isso, portas batem com estrondo; gozado isso, as pessoas entram e saem e plá, plá, plá.
Continuo esperando.
Lá pelas cansadas vem o servidor atender, muito gentil e educado, devo registrar.
Mas, como aquela piadinha infame que minha tia Albita contava, de um célebre pintor que recebera uma encomenda de uma madame e nada ficava bem, ela sempre queria que acrescentasse algo mais na tela, até que um dia pegou o pintor com a guampa virada e ele tascou, senõra, no quiere que le pinte un pajarito cagando? assim é a documentação que você precisa juntar: sempre falta acrescentar algo, falta a merdinha do passarinho, entendeu?
E aí, ficamos andando de um cartório para o outro, pois num nos dão a lista, em outro, reconhecem a firma, depois você volta com a lista e...bom, faltou a notinha e o parafusinho da ribomboca da parafuseta.
A estas alturas, vocês, meu queridos amigos, já estão cansados de ler esta postagem.
E eu?
E eu, hem?
Pois é.
Eu contei até 100 para não dar um chute na parede(por sorte me controlei e pensei que não iria estragar minhas belíssimas botas novinhas em folha), ou parar na porta do cartório e gritar manhêêê, socorroooo.
Não, nada disso.
Segui impávida, embora suando como uma condenada, peguei os papéis, assinei tudo, sempre sorrindo, mudinha da silva, devem ter pensando, que pessoa mais gentil...pobrezinhos.
A procissão ia por dentro.
Depois de tudo que passei precisaria, urgentemente, de uma banheira de sais!
Só que não tenho banheira.
É como eu digo, pobreza é fogo!
Mas, como sou uma otimista inveterada e acredito, piamente, que poucas lágrimas são derramadas com o estômago cheio, passei na padaria, comprei um pãozinho estalando de novo, cheguei em casa e tomei um lauto café com leite, muito bem acompanhado de um ovinho frito.
Preciso ir ao cartório?
Tomara que seja só na próxima encarnação!
Também aviso que remédio de china velha não serve, tem que ser aqueles faixa preta que ainda não comprei, portanto, meus Cereus Purpúreos de nada me valeu, nem ontem, nem hoje.
E na semana passada também não.
Precisei organizar uma documentação e, para tal, tive que ir, obrigatoriamente, nos dois cartórios, no registro civil e no de imóveis.
Nem preciso dizer, pois é o óbvio ululante, que até o suspiro que a gente dá, tem que pagar.
São os emolumentos.
Tá.
Fui ao cartório num dia em que me sentia muito bem, porque me conhecendo como me conheço, podes crer que, após tais diligências, o mau humor pega.
Por tal razão, me preparo psicologicamente com algum tempo de antecedência, amanhã preciso ir ao cartório...e já começo a sentir, de antemão, um certo incômodo.
Quando dou por mim, estou suando, a menopausa me adora, ela se instalou neste corpo e não quer sair daqui de jeito nenhum.
A gente entra no local, pega uma ficha e espera.
Enquanto isso, portas batem com estrondo; gozado isso, as pessoas entram e saem e plá, plá, plá.
Continuo esperando.
Lá pelas cansadas vem o servidor atender, muito gentil e educado, devo registrar.
Mas, como aquela piadinha infame que minha tia Albita contava, de um célebre pintor que recebera uma encomenda de uma madame e nada ficava bem, ela sempre queria que acrescentasse algo mais na tela, até que um dia pegou o pintor com a guampa virada e ele tascou, senõra, no quiere que le pinte un pajarito cagando? assim é a documentação que você precisa juntar: sempre falta acrescentar algo, falta a merdinha do passarinho, entendeu?
E aí, ficamos andando de um cartório para o outro, pois num nos dão a lista, em outro, reconhecem a firma, depois você volta com a lista e...bom, faltou a notinha e o parafusinho da ribomboca da parafuseta.
A estas alturas, vocês, meu queridos amigos, já estão cansados de ler esta postagem.
E eu?
E eu, hem?
Pois é.
Eu contei até 100 para não dar um chute na parede(por sorte me controlei e pensei que não iria estragar minhas belíssimas botas novinhas em folha), ou parar na porta do cartório e gritar manhêêê, socorroooo.
Não, nada disso.
Segui impávida, embora suando como uma condenada, peguei os papéis, assinei tudo, sempre sorrindo, mudinha da silva, devem ter pensando, que pessoa mais gentil...pobrezinhos.
A procissão ia por dentro.
Depois de tudo que passei precisaria, urgentemente, de uma banheira de sais!
Só que não tenho banheira.
É como eu digo, pobreza é fogo!
Mas, como sou uma otimista inveterada e acredito, piamente, que poucas lágrimas são derramadas com o estômago cheio, passei na padaria, comprei um pãozinho estalando de novo, cheguei em casa e tomei um lauto café com leite, muito bem acompanhado de um ovinho frito.
Preciso ir ao cartório?
Tomara que seja só na próxima encarnação!
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Solidariedade Digital
Muito se tem comentado, e criticado acidamente, a postura de pessoas que, carregando mantimentos, fabricando alimentos, distribuindo-os e até andando de chalana nas áreas mais alagadas de nosso município para alcançar algum bem material aos desabrigados, postam fotos e mais fotos no Facebook, o que gera manifestações de todos os tipos.
Falam de tudo e todos.
Talvez um que outro tenha alguma segunda ou terceira intenção, mas isso sempre tem, lamentavelmente.
De minha parte, tenho a dizer o seguinte: parabenizo a todos os que ajudam, independentemente de ficarem postando fotos, ou não.
O que vale, neste momento terrível que atravessa nossa cidade onde, por onde se anda, enxerga-se a desolação e a marca das águas, é a mão estendida.
Digno de aplausos é o gesto humanitário, é aquele ímpeto de ajudar, de sair com chuva e frio e tentar trazer um mínimo de consolo às pessoas.
Fato é que a esmagadora maioria dos Itaquienses, de perto e de longe, tem prestado sua solidariedade, cada um dentro da forma que lhe é peculiar, uns de maneira comedida e quieta, outros, como referido, postando fotos de sua boa ação.
Entretanto, creio que o exibimento através das redes sociais, como muitos estão chamando tais atitudes, é secundário, pouco interessa.
Importa é o gesto de sair de sua zona de conforto e encarar uma realidade duríssima, posta há três, quatro quadras de sua casa, que não pegou enchente e está seca e quentinha, para onde você retorna no final do dia e encontra tudo nos devidos lugares, ao contrário dos flagelados, com seus pertences quebrados, morando de favor na casa de parentes ou amigos, reunidos ali, à espera da notícia que todos queremos ouvir: o Rio Uruguai está baixando...baixou...amanhã poderei voltar para casa.
E outra tarefa gigante se avizinha, a de limpar toda a sujeira deixada pelas águas, o barro, os pedaços de madeira, as paredes manchadas e ensopadas pela excessiva umidade.
Por isso, meus queridos amigos, acho a coisa mais linda do mundo quando alguém, seja de caminhonete ou de carroça., a pé ou a cavalo, de lancha ou de chalana, chega para um conhecido(ou não) e lhe entrega um lanche, uma cesta básica, um cobertor, roupas, sapatos, material de limpeza.
Belíssimo gesto!
Nem 1 milhão de fotos no Facebook conseguirá manchar a real intenção dessas criaturas: ajudar o próximo, e nada mais.
Excelente semana a todos, e que nossos conterrâneos possam voltar o mais breve possível para seus lares.
Falam de tudo e todos.
Talvez um que outro tenha alguma segunda ou terceira intenção, mas isso sempre tem, lamentavelmente.
De minha parte, tenho a dizer o seguinte: parabenizo a todos os que ajudam, independentemente de ficarem postando fotos, ou não.
O que vale, neste momento terrível que atravessa nossa cidade onde, por onde se anda, enxerga-se a desolação e a marca das águas, é a mão estendida.
Digno de aplausos é o gesto humanitário, é aquele ímpeto de ajudar, de sair com chuva e frio e tentar trazer um mínimo de consolo às pessoas.
Fato é que a esmagadora maioria dos Itaquienses, de perto e de longe, tem prestado sua solidariedade, cada um dentro da forma que lhe é peculiar, uns de maneira comedida e quieta, outros, como referido, postando fotos de sua boa ação.
Entretanto, creio que o exibimento através das redes sociais, como muitos estão chamando tais atitudes, é secundário, pouco interessa.
Importa é o gesto de sair de sua zona de conforto e encarar uma realidade duríssima, posta há três, quatro quadras de sua casa, que não pegou enchente e está seca e quentinha, para onde você retorna no final do dia e encontra tudo nos devidos lugares, ao contrário dos flagelados, com seus pertences quebrados, morando de favor na casa de parentes ou amigos, reunidos ali, à espera da notícia que todos queremos ouvir: o Rio Uruguai está baixando...baixou...amanhã poderei voltar para casa.
E outra tarefa gigante se avizinha, a de limpar toda a sujeira deixada pelas águas, o barro, os pedaços de madeira, as paredes manchadas e ensopadas pela excessiva umidade.
Por isso, meus queridos amigos, acho a coisa mais linda do mundo quando alguém, seja de caminhonete ou de carroça., a pé ou a cavalo, de lancha ou de chalana, chega para um conhecido(ou não) e lhe entrega um lanche, uma cesta básica, um cobertor, roupas, sapatos, material de limpeza.
Belíssimo gesto!
Nem 1 milhão de fotos no Facebook conseguirá manchar a real intenção dessas criaturas: ajudar o próximo, e nada mais.
Excelente semana a todos, e que nossos conterrâneos possam voltar o mais breve possível para seus lares.
sábado, 5 de julho de 2014
Interésses
Não me sai da cabeça o que aconteceu com o Neymar, acordei no meio da noite, sobressaltada, fiquei pensando no sofrimento desse atleta, não só o físico, que restou evidente na expressão estampada em seu rosto quando saiu do campo, mas pela dor de não poder mais jogar pela nossa Seleção, por ver um trabalho de tanto tempo interrompido bruscamente, por ver um sonho acalentado terminar assim, do jeito que acabou.
Uma pancada maldosa, ainda quero crer que não foi proposital, mas fica difícil.
São os interésses, diria o Brizola.
E não é que ele tinha razão?
Quem pode duvidar que esses figurões do futebol não tenham feito alguma coisa para o árbitro ladri não ter se posicionado de maneira firme, durante todo o jogo, permitindo uma falta após a outra, finalizando a péssima arbitragem sem punir o autor da falta, que nem cartão amarelo levou?
Um escândalo, até para mim, que não entendo patavina de futebol.
E, pelo que vi até agora, a Fifa não fez absolutamente nada, parece que o episódio vai passar in albis.
Enquanto isso, vamos enfrentar a Alemanha sem Neymar e Tiago Silva, e a Argentina vai se virar contra a insuportável Holanda e seu técnico pedante sem o Di Maria.
Vai ser um duelo e tanto, estou bem preocupada e acho que nem vou assistir a tais jogos, primeiro porque, notem bem, restaram dois times da América contra dois europeus e, segundo, não tem Cereus Purpúreos que me acalme num jogo desse porte.
Casualmente, o Neymar está fora e, pelo lado da Argentina, Di Maria também está fora.
É muita coincidência e, embora me acusem de elucubrar teorias conspiratórias, sou levada a pensar que não é possível isso, sendo que Holanda e Alemanha seguem, impávidas, com seus antipáticos mastodontes completamente ilesos.
Não adianta querer me convencer, jamais conseguirei torcer para Holanda e muito menos para a Alemanha, antipatizo profundamente com ambas as seleções e seus jogadores convencidos, mais ainda, não suporto o técnico alemão, o comedor de tatu, e o da Holanda, cara de porquinho da índia.
Desculpem-me pelo desabafo, mas estou sentindo que a final será entre Alemanha e Holanda.
Quero, ardentemente, errar.
Se forem para a final, juro que, na hora do jogo, irei ao cinema.
E aí, sim, acreditarei piamente que tudo foi um jogo de interésses.
Uma pancada maldosa, ainda quero crer que não foi proposital, mas fica difícil.
São os interésses, diria o Brizola.
E não é que ele tinha razão?
Quem pode duvidar que esses figurões do futebol não tenham feito alguma coisa para o árbitro ladri não ter se posicionado de maneira firme, durante todo o jogo, permitindo uma falta após a outra, finalizando a péssima arbitragem sem punir o autor da falta, que nem cartão amarelo levou?
Um escândalo, até para mim, que não entendo patavina de futebol.
E, pelo que vi até agora, a Fifa não fez absolutamente nada, parece que o episódio vai passar in albis.
Enquanto isso, vamos enfrentar a Alemanha sem Neymar e Tiago Silva, e a Argentina vai se virar contra a insuportável Holanda e seu técnico pedante sem o Di Maria.
Vai ser um duelo e tanto, estou bem preocupada e acho que nem vou assistir a tais jogos, primeiro porque, notem bem, restaram dois times da América contra dois europeus e, segundo, não tem Cereus Purpúreos que me acalme num jogo desse porte.
Casualmente, o Neymar está fora e, pelo lado da Argentina, Di Maria também está fora.
É muita coincidência e, embora me acusem de elucubrar teorias conspiratórias, sou levada a pensar que não é possível isso, sendo que Holanda e Alemanha seguem, impávidas, com seus antipáticos mastodontes completamente ilesos.
Não adianta querer me convencer, jamais conseguirei torcer para Holanda e muito menos para a Alemanha, antipatizo profundamente com ambas as seleções e seus jogadores convencidos, mais ainda, não suporto o técnico alemão, o comedor de tatu, e o da Holanda, cara de porquinho da índia.
Desculpem-me pelo desabafo, mas estou sentindo que a final será entre Alemanha e Holanda.
Quero, ardentemente, errar.
Se forem para a final, juro que, na hora do jogo, irei ao cinema.
E aí, sim, acreditarei piamente que tudo foi um jogo de interésses.
Beija Flor de Inverno
O dia amanheceu cinzento e com um vento norte soprando por todas as frestas existentes, fazendo redemoinhos, levantando poeira e carregando folhas para todos os lados, como se não fosse suficiente a desolação da paisagem proporcionada pela enchente, as centenas de pessoas desabrigadas amontoando-se nos casebres arrastados para o meio das ruas, as crianças descalças e o cheiro nauseabundo trazido pela água suja.
Que direito tenho, pensava eu, de me sentir triste quando, tão perto de mim pessoas estão passando por tão maus momentos?
Como se a tristeza distinguisse isso, como se possuíssemos um relógio regulador que marcasse: agora, mesmo triste, fica bem; agora, para de chorar; agora, não sintas mais saudade, pois faz muito tempo e está na hora de estancar esse sentimento.
Seria fácil, não?
Esses, os pensamentos que andavam pela minha cabeça quando escutei um barulhinho no vidro da janela.
Um sonzinho que, apesar de fraco, conseguia se sobrepor ao ruído da ventania.
Olhei e vi um belíssimo beija flor que, com seu bico, batia no vidro, insistentemente.
Se a janela estivesse aberta teria entrado, a toda certeza.
Ficou parado ali, por alguns instantes, beijando os gerânios da floreira, olhou para mim mais uma vez, e sumiu..
Que mensagem fantástica recebi!
Acredito muito naquilo que alguém, de algum lugar invisível aos nossos olhos, mas não a nossa alma, nos envia.
Minha Mãe adorava beija flores, dizia sempre que eles são sinal de boas novas e de muita sorte e felicidade quando aparecem.
Portanto, concluo que o beija flor encantado que veio bater na minha janela em pleno inverno, certamente é mensageiro de grandes alegrias que se avizinham.
Tomara.
Assolado pela enchente, meu adorado Itaqui precisa, urgentemente, de um afago dos céus e de uma trégua da natureza, contentamento e bem estar para nossa gente.
De uma revoada de beija flores de inverno, é do que estamos precisando!
Que direito tenho, pensava eu, de me sentir triste quando, tão perto de mim pessoas estão passando por tão maus momentos?
Como se a tristeza distinguisse isso, como se possuíssemos um relógio regulador que marcasse: agora, mesmo triste, fica bem; agora, para de chorar; agora, não sintas mais saudade, pois faz muito tempo e está na hora de estancar esse sentimento.
Seria fácil, não?
Esses, os pensamentos que andavam pela minha cabeça quando escutei um barulhinho no vidro da janela.
Um sonzinho que, apesar de fraco, conseguia se sobrepor ao ruído da ventania.
Olhei e vi um belíssimo beija flor que, com seu bico, batia no vidro, insistentemente.
Se a janela estivesse aberta teria entrado, a toda certeza.
Ficou parado ali, por alguns instantes, beijando os gerânios da floreira, olhou para mim mais uma vez, e sumiu..
Que mensagem fantástica recebi!
Acredito muito naquilo que alguém, de algum lugar invisível aos nossos olhos, mas não a nossa alma, nos envia.
Minha Mãe adorava beija flores, dizia sempre que eles são sinal de boas novas e de muita sorte e felicidade quando aparecem.
Portanto, concluo que o beija flor encantado que veio bater na minha janela em pleno inverno, certamente é mensageiro de grandes alegrias que se avizinham.
Tomara.
Assolado pela enchente, meu adorado Itaqui precisa, urgentemente, de um afago dos céus e de uma trégua da natureza, contentamento e bem estar para nossa gente.
De uma revoada de beija flores de inverno, é do que estamos precisando!
quarta-feira, 2 de julho de 2014
A Enchente do Rio Uruguai
Nasci e me criei no bairro Cerrinho Dois Umbus, essa denominação dos bairros em Itaqui é coisa recente, quando eu era criança e jovem não tinha isso.
Quando me perguntavam onde eu morava, serviam como referência o Hospital São Patrício, este sim, há muito tempo transferido para outro local, e o Rio Uruguai.
Nós morávamos perto do Rio Uruguai, a casa dos meus Pais distava somente duas quadras e, antes de iniciar uma descida íngreme e cheia de pedras grandes e irregulares que levava até a água havia plantado, um de cada lado, no final da rua, dois pés de umbu, árvores enormes, de raízes imensas, cuja sombra alcançava o meio da rua e onde, no verão, gritavam as cigarras.
Que árvores maravilhosas!
Depois da descida, descortinava-se o rio, majestoso e imponente, com suas águas que iam de um verde musgo até o marrom, dependendo do dia.
Nesse rio aprendi a nadar, aos 7 anos, pelas mãos de minha Mãe, até atravessá-lo a nado consegui.
Esse mesmo Rio Uruguai que nos encanta, e a todos os que aqui aportam, pela beleza de suas águas que refletem o sol e o brilho da lua, palco de tantas aventuras e momentos felizes, é o mesmo que hoje castiga centenas de famílias, desabrigadas pela enchente.
Tal é o volume de água, que chega a ser assustador.
Já fui vítima de uma cheia do Rio Uruguai em 1997, fazia três meses que tínhamos alugado uma casa, ela havia sido reformada e estava linda.
De repente, veio a enchente, e veio rápido e em tal velocidade que funcionava mais ou menos assim: pela manhã, a água estava na esquina de casa; ao meio dia, ultrapassara a rua: no fim da tarde, já chegara na calçada e, de noite, começara a entrar pela garagem.
Que sufoco passei para retirar todos os móveis, roupas e outros tantos badulaques, e aquela água vinha e vinha, avançando e engolindo tudo o que via pela frente.
Um pavor.
Metade de minhas coisas quebraram, devido à pressa, outras tantas ficaram pelo caminho caídas e ninguém nem viu ou se prestou para recolher pois os desabrigados eram muitos e não havia tempo a perder com objetos materiais, a gente queria tirar os filhos e ficar em algum lugar seco e quentinho.
A enchente sempre aparece no rigor do inverno e geralmente desata a chover cinco, seis dias de enfiada, aquela chuva gelada, e as águas vão subindo sem parar, 9, 10, 12 metros.
É muito triste ver a desolação das pessoas desmontando e carregando o que, certamente, amealharam à custa de trabalho e sacrifício.
Passei a manhã com o pensamento no meu bairro do coração, o Cerrinho Dois Umbus, e nas pessoas com as quais convivi desde sempre.
É pra lá que eu vou agora, ver em posso ser útil, sempre se pode prestar auxílio, de uma forma ou de outra.
Indiferente à desgraça alheia é que não pra ficar!
Quando me perguntavam onde eu morava, serviam como referência o Hospital São Patrício, este sim, há muito tempo transferido para outro local, e o Rio Uruguai.
Nós morávamos perto do Rio Uruguai, a casa dos meus Pais distava somente duas quadras e, antes de iniciar uma descida íngreme e cheia de pedras grandes e irregulares que levava até a água havia plantado, um de cada lado, no final da rua, dois pés de umbu, árvores enormes, de raízes imensas, cuja sombra alcançava o meio da rua e onde, no verão, gritavam as cigarras.
Que árvores maravilhosas!
Depois da descida, descortinava-se o rio, majestoso e imponente, com suas águas que iam de um verde musgo até o marrom, dependendo do dia.
Nesse rio aprendi a nadar, aos 7 anos, pelas mãos de minha Mãe, até atravessá-lo a nado consegui.
Esse mesmo Rio Uruguai que nos encanta, e a todos os que aqui aportam, pela beleza de suas águas que refletem o sol e o brilho da lua, palco de tantas aventuras e momentos felizes, é o mesmo que hoje castiga centenas de famílias, desabrigadas pela enchente.
Tal é o volume de água, que chega a ser assustador.
Já fui vítima de uma cheia do Rio Uruguai em 1997, fazia três meses que tínhamos alugado uma casa, ela havia sido reformada e estava linda.
De repente, veio a enchente, e veio rápido e em tal velocidade que funcionava mais ou menos assim: pela manhã, a água estava na esquina de casa; ao meio dia, ultrapassara a rua: no fim da tarde, já chegara na calçada e, de noite, começara a entrar pela garagem.
Que sufoco passei para retirar todos os móveis, roupas e outros tantos badulaques, e aquela água vinha e vinha, avançando e engolindo tudo o que via pela frente.
Um pavor.
Metade de minhas coisas quebraram, devido à pressa, outras tantas ficaram pelo caminho caídas e ninguém nem viu ou se prestou para recolher pois os desabrigados eram muitos e não havia tempo a perder com objetos materiais, a gente queria tirar os filhos e ficar em algum lugar seco e quentinho.
A enchente sempre aparece no rigor do inverno e geralmente desata a chover cinco, seis dias de enfiada, aquela chuva gelada, e as águas vão subindo sem parar, 9, 10, 12 metros.
É muito triste ver a desolação das pessoas desmontando e carregando o que, certamente, amealharam à custa de trabalho e sacrifício.
Passei a manhã com o pensamento no meu bairro do coração, o Cerrinho Dois Umbus, e nas pessoas com as quais convivi desde sempre.
É pra lá que eu vou agora, ver em posso ser útil, sempre se pode prestar auxílio, de uma forma ou de outra.
Indiferente à desgraça alheia é que não pra ficar!
terça-feira, 1 de julho de 2014
O Sócio do Messi
O Alberto, meu maridão de muitas Copas do Mundo e de outros tantos Carnavais é sócio do Messi.
Explico.
O Alberto é como o Messi, nestes jogos da Argentina: quase mata a gente do coração mas, na hora H, lá está ele para salvar a pátria.
Meu companheiro de 22 anos de caminhada esteve ao meu lado nos dias ensolarados, nas horas negras, nos tempos em que nosso dinheiro era curto e fazíamos malabarismos para manter as contas em dia, e muitas vezes não dava e não deu, cuidou das duas filhas do meu cassamento anterior, deu remédio, foi à reunião da escola, segurou a mão da Marina no hospital quando eu desmaiei porque ela tinha que levar pontos no queixo em virtude de um tombo que levara, dançou a valsa dos 15 anos com elas, ajudou nos temas, vibrou com as aprovações nos vestibulares, correu comigo para organizar as formaturas.
Quanta estrada!
Dito assim parece simples.
Nunca foi simples.
Ontem eu tinha um abacaxi para descascar, nada demais, mas era um abacaxi, e têm dias que a gente quer colo, afago, arrego e não quer, de jeito nenhum, descascar o abacaxi.
O Alberto, vendo tudo aquilo, mudo, como sempre, deu uma de Messi: pegou o abacaxi, correu, driblou, descascou e voltou para casa lépido e faceiro.
Resolveu para mim, assim como o Messi resolveu para todos os hermanos.
O sócio do Messi acabou com o problema, se é que existia algum.
Gracias, pibe!
Explico.
O Alberto é como o Messi, nestes jogos da Argentina: quase mata a gente do coração mas, na hora H, lá está ele para salvar a pátria.
Meu companheiro de 22 anos de caminhada esteve ao meu lado nos dias ensolarados, nas horas negras, nos tempos em que nosso dinheiro era curto e fazíamos malabarismos para manter as contas em dia, e muitas vezes não dava e não deu, cuidou das duas filhas do meu cassamento anterior, deu remédio, foi à reunião da escola, segurou a mão da Marina no hospital quando eu desmaiei porque ela tinha que levar pontos no queixo em virtude de um tombo que levara, dançou a valsa dos 15 anos com elas, ajudou nos temas, vibrou com as aprovações nos vestibulares, correu comigo para organizar as formaturas.
Quanta estrada!
Dito assim parece simples.
Nunca foi simples.
Ontem eu tinha um abacaxi para descascar, nada demais, mas era um abacaxi, e têm dias que a gente quer colo, afago, arrego e não quer, de jeito nenhum, descascar o abacaxi.
O Alberto, vendo tudo aquilo, mudo, como sempre, deu uma de Messi: pegou o abacaxi, correu, driblou, descascou e voltou para casa lépido e faceiro.
Resolveu para mim, assim como o Messi resolveu para todos os hermanos.
O sócio do Messi acabou com o problema, se é que existia algum.
Gracias, pibe!
O Pedante
O pedante é assim: acha que sabe tudo, que pode tudo e que, azar do guarda, vai passar de trator por cima de tudo.
E de todos.
Tanto quanto não suporto pessoas invejosas, a meu ver, o pior defeito que alguém pode carregar, de igual modo não me agradam as pessoas pedantes.
Quando está por baixo e precisando desesperadamente dos outros, o pedante chega de mansinho, com cara de cachorro molhado, com um sorrisinho melecado e uma voz meio de além túmulo, e você quase cai na sua lábia.
Aliás, você cai, cai como um pato, pois o pedante, embora possua uma cultura de almanaque, não costuma ser burro, ao contrário, é louco de esperto e ladino.
Entretanto, basta que ele alcance o seu intento ou que obtenha o que pretende para subir no salto.
E aí ele vem, pode contar certo, jactar-se e fazer com que você sinta o seguinte: independentemente de você, que não apita nada, eu consegui.
E mostra aquele arzinho superior.
Assopra-o em direção a você.
Tem um ínfimo detalhe, porém: o pedante, geralmente, é esquecido.
Olvida-se rapidinho do que faz e, dali a pouco, volta outra vez, e é aí que vem a grande sacada: o troco.
Todo pedante tem seu dia de levar um não bem redondinho, de ficar se mordendo de raiva e sentir que está de mãos e pés atados.
Quem está do outro lado fica rindo por dentro, deleitando-se com aquele momento, vendo o pedante estatelar-se e cair de beiço no chão, botar a viola no saco e ir cantar em outro lugar.
E de todos.
Tanto quanto não suporto pessoas invejosas, a meu ver, o pior defeito que alguém pode carregar, de igual modo não me agradam as pessoas pedantes.
Quando está por baixo e precisando desesperadamente dos outros, o pedante chega de mansinho, com cara de cachorro molhado, com um sorrisinho melecado e uma voz meio de além túmulo, e você quase cai na sua lábia.
Aliás, você cai, cai como um pato, pois o pedante, embora possua uma cultura de almanaque, não costuma ser burro, ao contrário, é louco de esperto e ladino.
Entretanto, basta que ele alcance o seu intento ou que obtenha o que pretende para subir no salto.
E aí ele vem, pode contar certo, jactar-se e fazer com que você sinta o seguinte: independentemente de você, que não apita nada, eu consegui.
E mostra aquele arzinho superior.
Assopra-o em direção a você.
Tem um ínfimo detalhe, porém: o pedante, geralmente, é esquecido.
Olvida-se rapidinho do que faz e, dali a pouco, volta outra vez, e é aí que vem a grande sacada: o troco.
Todo pedante tem seu dia de levar um não bem redondinho, de ficar se mordendo de raiva e sentir que está de mãos e pés atados.
Quem está do outro lado fica rindo por dentro, deleitando-se com aquele momento, vendo o pedante estatelar-se e cair de beiço no chão, botar a viola no saco e ir cantar em outro lugar.
Comilanças
Assistindo aos maravilhosos jogos da Copa do Mundo, lá pelas tantas cheguei a uma triste conclusão: jamais serei uma mulher magra.
A combinação de sangue italiano com argentino deu nisto, uma pessoa que simplesmente adora cozinhar e faz de cada refeição uma liturgia.
Lembro-me de um namorado que tive que comia extremamente rápido, sentava-se à mesa, dava duas garfadas e liquidava a fatura.
Um verdadeiro sacrilégio!
Enquanto isso eu ali, remando.
Comendo lentamente, uma garfada, outra, pausa para o vinho, otro bocadito...
Imaginem a alegria do camarada.
Mas, voltando à constatação de que nunca na história deste corpo habitará uma mulher esbelta, uma verdadeira sílfide, devo dizer que só nascendo outra vez ou, quem sabe, uma internação de um mês em alguma clínica estética para uma repaginação dos pés à cabeça resolva.
É, quem pode afirmar que um dia eu não acorde com o outro Gêmeo extremamente incomodado com os quilos a mais e aí, estará feita a rebelião, voltarei, um tempo depois magra, seca em vida, loira e siliconada.
Hay de todo en la viña del Senõr, diria minha Mãe.
Fato é que me gusta mucho la buena mesa, o que combina demasiado com os dias frios e nublados, típicos do nosso inverno.
Não dá vontade de sair para caminhar com uma neblina gelada e um vento cortante.
A ginástica, a gente pensa, pode ficar pra semana que vem.
Esteira em casa nem morta, nem sob tortura!
E assim vão passando os dias, e as comilanças vão trazendo seu indesejado efeito.
Por sorte, a Copa do Mundo está terminando.
Enquanto isso não acontece, tenho me virado nos trinta em minha pequena cozinha preparando algumas receitinhas simples, mas muito boas, aliás, um dos meus sonhos é ampliar o espaço que divido com o fogão e ficar ali me divertindo, às voltas com temperos e especiarias.
Doces e salgados.
Pero que divino!
O único consolo que me resta é que, dizem, quando a gente cozinha ou faz a sobremesa, perde o apetite, enjoa e nem sente vontade de comer.
Bueno, meus queridos amigos, essa receita eu ainda não aprendi!
A combinação de sangue italiano com argentino deu nisto, uma pessoa que simplesmente adora cozinhar e faz de cada refeição uma liturgia.
Lembro-me de um namorado que tive que comia extremamente rápido, sentava-se à mesa, dava duas garfadas e liquidava a fatura.
Um verdadeiro sacrilégio!
Enquanto isso eu ali, remando.
Comendo lentamente, uma garfada, outra, pausa para o vinho, otro bocadito...
Imaginem a alegria do camarada.
Mas, voltando à constatação de que nunca na história deste corpo habitará uma mulher esbelta, uma verdadeira sílfide, devo dizer que só nascendo outra vez ou, quem sabe, uma internação de um mês em alguma clínica estética para uma repaginação dos pés à cabeça resolva.
É, quem pode afirmar que um dia eu não acorde com o outro Gêmeo extremamente incomodado com os quilos a mais e aí, estará feita a rebelião, voltarei, um tempo depois magra, seca em vida, loira e siliconada.
Hay de todo en la viña del Senõr, diria minha Mãe.
Fato é que me gusta mucho la buena mesa, o que combina demasiado com os dias frios e nublados, típicos do nosso inverno.
Não dá vontade de sair para caminhar com uma neblina gelada e um vento cortante.
A ginástica, a gente pensa, pode ficar pra semana que vem.
Esteira em casa nem morta, nem sob tortura!
E assim vão passando os dias, e as comilanças vão trazendo seu indesejado efeito.
Por sorte, a Copa do Mundo está terminando.
Enquanto isso não acontece, tenho me virado nos trinta em minha pequena cozinha preparando algumas receitinhas simples, mas muito boas, aliás, um dos meus sonhos é ampliar o espaço que divido com o fogão e ficar ali me divertindo, às voltas com temperos e especiarias.
Doces e salgados.
Pero que divino!
O único consolo que me resta é que, dizem, quando a gente cozinha ou faz a sobremesa, perde o apetite, enjoa e nem sente vontade de comer.
Bueno, meus queridos amigos, essa receita eu ainda não aprendi!
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